Labrador 32 bits - Criando uma imagem

De Caninos Loucos
Ir para: navegação, pesquisa

Nesta página você encontrará instruções de como criar uma imagem mínima para Labrador 32 bits. Se você deseja usar uma imagem mínima pronta, clique aqui.

O processo para criar uma imagem compreende compilar o bootloader, o Kernel Linux e gerar um sistema de arquivos de uma distribuição GNU/Linux Debian-like. Compreende também os passos para escrever essa imagem em um cartão SD.

Para encontrar a versão mais atualizada dos softwares aqui citados, acesse nosso Github.

Para a versão 64 bits acesse a seguinte página: Labrador 64 bits - Criando uma imagem

Pré-requesitos

Bootloader

O primeiro passo é obter o bootloader. É possível usar um binário pré-compilado ou compilá-lo a partir do código-fonte, seguindo as instruções da página do github/labrador-uboot-32.


Ao final desse processo você terá um arquivo u-boot-dtb.img ou u-boot-dtb-no-UART3-console.img.


Obs.: Se você quer ter a UART3 (/dev/ttyS3) ativada para console de debug, que é o recomendado para a maior parte dos casos, use o u-boot-dtb.img. Caso você tenha intenção de usar o UART3 para alguma outra finalidade, use o u-boot-dtb-no-UART3-console.img.

Kernel Linux

Para obter o kernel, acesse github/labrador-linux. Novamente aqui você tem a opção de usar binários pré-compilados ou compilá-los a partir do código-fonte, conforme as instruções do arquivo README.md.


Obs.: Se você está fazendo compilação cruzada do kernel, é possível usar o arm-linux-gnueabihf-gcc disponível no repositório do bootloader. Nesse caso adicione o caminho para o compilador ao PATH. Por exemplo, se você fez o clone do u-boot em $HOME:

$ export PATH=$PATH:$HOME/labrador-uboot-32/toolchain/arm-linux-gnueabihf/bin

Ao final desse processo você terá:

  • kernel.dtb
  • uImage
  • lib/modules

Sistema de Arquivos

Você pode usar qualquer rootfs compatível com a arquitetura arm. Nesse procedimento descreveremos o processo para criação de um rootfs usando o debootstrap.


i) debootstrap primeiro estágio

Para gerar um sistema base Debian Buster:

# debootstrap --arch=armhf --foreign buster rootfs

ii) debootstrap segundo estágio

# cp /usr/bin/qemu-arm-static rootfs/usr/bin
# cp /etc/resolv.conf rootfs/etc
# chroot rootfs
# export LANG=C
# /debootstrap/debootstrap --second-stage

iii) configurando o repositório de pacotes

# cat << EOT > /etc/apt/sources.list
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ buster main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ buster main contrib non-free

deb http://security.debian.org/debian-security buster/updates main contrib non-free
deb-src http://security.debian.org/debian-security buster/updates main contrib non-free

# buster-updates, previously known as 'volatile'
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ buster-updates main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ buster-updates main contrib non-free
EOT

iv) instalando pacotes adicionais

# apt-get update
# apt-get upgrade
# apt-get install sudo

v) definindo o hostname

# echo labrador > /etc/hostname

vi) adiocionar o hostname ao hosts

Você deve adicionar o nome definido no passo anterior (hostname) ao arquivo /etc/hosts, da seguinte forma:

127.0.1.1 labrador


Ao final seu arquivo /etc/hosts deve se parecer com esse:

# cat /etc/hosts
127.0.0.1       localhost
127.0.1.1       labrador
::1             localhost ip6-localhost ip6-loopback
ff02::1         ip6-allnodes
ff02::2         ip6-allrouters

vii) criar um usuário e adicioná-lo ao grupo sudo

Criaremos um usuário chamado caninos:

# useradd -m caninos
# usermod -aG sudo caninos

Definiremos uma senha para esse usuário:

# passwd caninos

viii) demais ajustes

Você pode fazer outros ajustes aqui que julgar necessário. Os passos descritos até aqui são os mais essenciais para se ter uma versão mínima em modo texto.


ix) finalizando

# apt-get autoclean
# apt-get clean

Para sair do chroot:

# exit

Limpando:

# rm -f rootfs/root/.bash_history rootfs/usr/bin/qemu-arm-static
# cat /dev/null > rootfs/etc/resolv.conf

Gravando o sistema num cartão SD

i) Criar a tabela de partições

Obs.: Você deve substituir mmcblkX pelo descritor correto para o seu caso.

# parted /dev/mmcblkX
Welcome to GNU Parted! Type 'help' to view a list of commands.
(parted) mklabel gpt
(parted) unit s
(parted) mkpart primary 16384 114687                                      
(parted) mkpart primary 114688 -1                                         
Warning: You requested a partition from 114688s to AAAs (sectors 114688..AAA).
The closest location we can manage is 114688s to BBBs (sectors 114688..BBB).
Is this still acceptable to you?
Yes/No? yes                                                               
(parted) print                                                            
Model:  (file)
Disk /dev/mmcblkX: DDDs
Sector size (logical/physical): 512B/512B
Partition Table: gpt
Disk Flags: 

Number  Start    End      Size     File system  Name     Flags
 1      16384s   114687s  98304s                primary
 2      114688s  BBBs     CCCs                  primary

(parted) q

ii) Gravar o bootloader

# dd if=/path/to/u-boot-dtb.img of=/dev/mmcblkX bs=512 seek=66 status=progress

iii) Formatar as partições

# mkfs.vfat /dev/mmcblkXp1
# mkfs.ext4 /dev/mmcblkXp2

iv) Gravar o kernel na partição 1

# mount /dev/mmcblkXp1 /mnt
# cp /path/to/kernel.dtb /mnt
# cp /path/to/uImage /mnt
# cat << EOT > /mnt/uEnv.txt
uenvcmd=setenv ramdisk_addr_r -; setenv os_type linux;
bootargs=clk_ignore_unused selinux=0 scandelay root=/dev/mmcblk0p2 rw console=ttyS3 rootfstype=ext4 console=tty0 loglevel=6 rootwait
EOT
# sync
# umount /mnt

v) Gravar o rootfs na partição 2

# mount /dev/mmcblk0p2 /mnt
# cp -rp /path/to/rootfs/* /mnt
# cp -r /path/to/lib/modules /mnt/lib
# sync
# umount /mnt